quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Bacon, linguiça e salsicha estão na lista de alimentos tão cancerígenos quanto os cigarro


Há 'evidência suficiente' de ligação desses alimentos com câncer, diz relatório.

Texto alerta para risco de alto consumo de carne processada.


O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), junto com a IARC (International Agency for Research on Cancer), publicado em 26/04/16. De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco "provável".

As carnes processadas foram colocadas na lista do Grupo 1 (carcinogênicos para humanos)  – que já inclui cigarro, amianto e fumaça de diesel. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS, após décadas de pesquisas.

Risco de câncer

Um estudo de meta-análise -- que avaliou diversos outros estudos-- estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%, essa quantidade equivale a um misto quente, por exemplo. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).

A carne vermelha - grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo , não ficou de fora da lista, e foi classificada na lista do Grupo 2A (produtos provavelmente carcinogênicos), que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas.

A definição do IARC para carne processada inclui produtos "transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação", afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica "The Lancet", que acompanhou a divulgação do novo relatório.


Para chegar a esta conclusão, o IARC analisou mais de 800 estudos que investigam a associação de mais de dez tipos de câncer com o consumo de carnes processadas ou não.

Carne vermelha

"Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne", afirmou Christopher Wild, diretor do IARC.

"A maior parte das carnes processadas contém carne de porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, carne de segunda (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue", afirma o artigo.

A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de "evidências limitadas" de que ela causa câncer. O IARC descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata, afirmou.

Além disso, estudos científicos concluem que o consumo exagerado de carne processada está ligado ao sobrepeso e obesidade infantil, tratando-se de um importante problema de saúde global, uma vez que a obesidade aumenta o risco de câncer, diabetes, problemas cardíacos e de uma variedade de outras doenças.

A boa notícia é que abolindo o consumo de carne, você contribui para a diminuição da matança e sofrimento destes, ajuda o meio ambiente e cuida de sua saúde.

A IARC é parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um de seus principais objetivos é identificar causas de câncer. O sistema mais utilizado para a classificação de substâncias cancerígenas vem da IARC. Nos últimos 30 anos, a IARC avaliou o potencial causador de câncer de mais de 900 candidatos prováveis, colocando-os em um dos seguintes grupos:

  • Grupo 1: cancerígeno para os humanos 
  • Grupo 2A: provavelmente cancerígeno para os humanos 
  • Grupo 2B: Possivelmente carcinogénico para humanos 
  • Grupo 3: Não classificável como carcinogênico em humanos 
  • Grupo 4: Provavelmente não carcinogênico para humanos 
Fonte http://www.cancer.org/cancer/cancercauses/othercarcinogens/generalinformationaboutcarcinogens/known-and-probable-human-carcinogens

Com informações  G1

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